BEM VINDOS!

Estou me preparando pra fazer uma Gastroplastia... redução de estômago... E uma maneira de controlar a ansiedade é escrever...
escrever... escrever...

Faça comentários, dê dicas... vamos transformar este blog numa grande farra!

Beijos

quarta-feira, 1 de março de 2017

Etapas para a Cirurgia Bariátrica


Pré-Operatório

1- 1ª consulta com o cirurgião

2- Consulta com endocrinologista para liberação para a cirurgia (desconsiderar esta etapa se vier encaminhado de outro endocrinologista)

3- Consulta com a Psicóloga e com a Nutricionista para a liberação das duas especialidades para cirurgia.

4- Retorno com o cirurgião, após 1ªs consultas com as especialidades, para solicitação de exames pré-operatórios

5- Consulta com cirurgião com todas as liberações (endocrinologista, psicóloga e nutricionista) e com os resultados dos exames pré-operatórios

6- Se OK, consulta com o Cardiologista e com o Anestesista para avaliações pré-operatórias

7- Retorno com o cirurgião para agendamento da cirurgia

Cirurgia

Pós-Operatório

1- Retorno com o cirurgião em 7 dias para retirada do dreno

2- Retorno com o cirurgião em 14 dias

3- Retorno com o Endócrino, Psicóloga e Nutricionista ainda no 1º mês de pós-operatório

4- Retorno com o cirurgião em 30 dias e depois mensalmente até 6 meses de pós-operatório, trimestralmente até 1 ano e semestralmente até 2 anos

5- Retornos com o Endócrino, Psicóloga e Nutricionista conforme combinado no pré-operatório (estes retornos podem variar de paciente para paciente)

6- Todos os retornos devem continuar até pelo menos 2 anos


Consequências inesperadas provocadas pela cirurgia bariátrica

Poucas sensações são tão desagradáveis para um obeso quanto entrar em uma loja e, mesmo sem dizer uma palavra, ser prontamente informado pelos vendedores de que, “infelizmente, não há roupas que sirvam”. Após a cirurgia bariátrica (a popular redução de estômago), contudo, desconfortos como esse dão lugar a elogios, autoestima elevada e uma nova vida, em que a balança não representa mais um pesadelo. Não é, contudo, sempre assim. Segundo uma pesquisa feita por médicos da Universidade de São Paulo (USP), do Programa de Atenção aos Transtornos Alimentares (Proata) e da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), vários estudos feitos na última década apontam que, cada vez mais, pacientes que se submetem ao procedimento têm apresentado comportamentos compulsivos, depressão e, em casos extremos, chegam a cometer suicídio — mesmo estando magros como sempre sonharam.

Paulo Sallet, médico assistente do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da USP e um dos autores do trabalho, conta que a compilação de informações sobre o acompanhamento psicológico pós-cirurgia surgiu a partir de 12 anos de observação dos pacientes operados. Segundo ele, embora grande parte deles tenha efetiva melhora de condições clínicas e funcionais, como menos risco de morrer por doenças cardiovasculares (-56%), câncer (-60%) e diabetes (-92%), alguns podem apresentar complicações psicossociais. “Fatores como autoimagem corporal, traços de personalidade e presença de compulsão alimentar prévios à intervenção, dentre outros, têm sido implicados na evolução e no prognóstico desses pacientes”, completa Sallet. Entre os problemas, está o aumento do transtorno da compulsão alimentar periódica (TCAP), complicação mais recorrente nos pacientes da cirurgia.

Por outro lado, o médico diz que, em alguns casos, é possível que condições psiquiátricas prévias se agravem, ou até mesmo novas doenças surjam após a cirurgia. “Provavelmente, essas novas patologias são resultantes de fatores como necessidade de adaptação psicossocial à nova condição e de alterações psíquicas decorrentes de deficit nutricional”, detalha Sallet. Segundo o estudo, de 20% a 70% das pessoas que procuram a cirurgia têm histórico de transtornos mentais.

Qual seria, então, a ligação entre essas doenças e a obesidade? Seria o excesso de peso o responsável pelo sofrimento psicológico ou são os problemas psíquicos que induzem a um estilo de vida alimentar e comportamental que leva ao aumento de peso? De acordo com o médico, as duas coisas — e mais um pequeno, porém importante, detalhe: a genética. “Para que se tenha uma ideia, a taxa de concordância de obesidade em gêmeos fraternos é descrita como em torno de 20% a 30%, enquanto que em gêmeos geneticamente idênticos ela sobe para 70% a 80%”, exemplifica.

Preparação 
Antes de se submeter à cirurgia bariátrica, além de meditar sobre as mudanças desejadas, Tulio Marcos da Cunha, médico-cirurgião do aparelho digestivo e membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM), explica que os aspirantes a pacientes devem passar por exames pré-operatórios fundamentais. Os testes consistem em avaliações nutricionais, cardiológicas e endocrinológicas. “E um deles é a avaliação psicológica, na qual os médicos avaliam e preparam o obeso para o procedimento”, complementa o médico. Ao todo, os pacientes precisam esperar de dois a seis meses até que todos os testes sejam concluídos.

Muitas vezes subestimado, especialmente após a cirurgia, Cunha salienta que o acompanhamento psicológico não é uma maneira de dar dicas sobre como ser magro. O objetivo principal, na verdade, é acompanhar o processo de adaptação da operação ao modo de vida do paciente. “É importante que fiquem claros os objetivos do tratamento e a parte do próprio paciente, ou seja, no que ele vai precisar colaborar”, acrescenta. Paula Luciana da Silva, psicóloga clínica que atua no acompanhamento de pacientes bariátricos, reforça: essa colaboração não pode ser deixada de lado um minuto sequer. “Não trabalho com expectativa de alta, porque, a partir do momento que estabelecemos um tempo, podemos negligenciar alguns dados”, completa.

Esses dados podem ser cruciais para que o ex-obeso, realmente, adapte-se à nova vida sem sofrimento. É no consultório do psicólogo que eles entenderão o papel da comida em suas vidas e, principalmente, como vencer eventuais frustrações sem precisar dela como muleta. “A pessoa está operando o estômago, não a história de vida”, comenta a psicóloga. Ainda que não volte a engordar, ela salienta que os conflitos continuam ali e precisam ser trabalhados. “Eles têm medo de errar e a cobrança fica maior. Aí vem a frustração, que pode desencadear compulsões.”

“Na cabeça”
Desde que fez a cirurgia bariátrica, há um ano e oito meses, Vanessa Steiner, 39 anos, não passa mais apuros quando precisa comprar roupas. Na verdade, agora ela se policia para acertar a própria numeração. “Sempre peço números maiores. Você emagrece e não se vê magra”, justifica. Se, antes, a engenheira era “ignorada” pelas outras pessoas, agora ela conta que a realidade é bem diferente: de repente, começou o assédio masculino — e até mesmo a desconfiança de amigas casadas ou compromissadas. “Antes, você era a gordinha simpática. Agora, você é uma ameaça.”

De todas as dificuldades que enfrentou para se adaptar ao novo corpo, Vanessa conta que as mais tortuosas se passaram dentro de sua própria mente. “Tudo de ruim que acontece comigo, desconto nos doces”, resume. “O sentimento que tenho é de estar viciada. Vejo reportagens sobre drogados e me enxergo neles.” Mesmo com o acompanhamento psicológico, ela reconhece que superar antigos traumas e novas obsessões é uma tarefa a ser cumprida a longo prazo. “As pessoas trocam comida por outras coisas, como comprar sem parar e ficar viciado em sexo. No meu caso, a compulsão continuou. Por isso, acho que a cirurgia deveria ser na cabeça”, brinca.

Ao contrário de Vanessa, Bianca Torres, 48 anos, conta que não teve problemas de adaptação, nem antes nem depois da cirurgia. “Isso só acontece com pessoas que não foram bem orientadas pela equipe médica”, sustenta. Para se preparar para a operação, Bianca leu sobre os prós e os contras por sete anos antes de se decidir. Se antes da operação a pedagoga já se considerava uma “gordinha bem resolvida”, quatro anos depois da intervenção ela é só autoestima. Sobre amigas que passaram a gastar o salário com lingeries e sapatos aos homens que se tornaram mulherengos, Bianca tem uma opinião forte: falta informação. “A cirurgia é apenas um coadjuvante no processo de emagrecimento”, ensina. “Passamos de obesos a pessoas normais, e elas também têm que se controlar para não engordar.”

Dados preocupantes

Os autores do trabalho brasileiro citam outro estudo, feito em 2007 por pesquisadores da Universidade de Utah, nos Estados Unidos, que ilustra a incidência de mortes entre pessoas que passaram pela cirurgia. Segundo os americanos, mortes associadas a acidentes e/ou suicídio são 58% maiores em indivíduos no estágio pós-cirúrgico quando comparados aos que não fizeram a operação — isso sem contar os óbitos associados a comportamentos impulsivos, como bulimia e acidentes de trânsito. A maior parte dos suicídios se deu após apenas um ano da intervenção.

Mais e mais rapidamente
Como o próprio nome sugere, o transtorno da compulsão alimentar periódica (TCAP) caracteriza-se por episódios em que a pessoa passa a se alimentar compulsivamente, em quantidades significativamente maiores que indivíduos normais consumiriam. Além de comerem desenfreadamente, pacientes com o transtorno comem mais rápido que o normal e, geralmente, o fazem sozinhos, com vergonha do julgamento alheio. Após as crises, é comum sentir-se angustiado e frustrado. Sentir-se mal consigo mesmo, deprimido ou com culpa em excesso também é consequência comum — o que, obviamente, influencia no bem-estar psicológico dessas pessoas. Embora tenha sido observado principalmente em pessoas obesas, o transtorno também acomete indivíduos com peso normal.

Fonte: http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/ciencia-e-saude/2011/10/24/interna_ciencia_saude,275280/consequencias-inesperadas-provocadas-pela-cirurgia-bariatrica.shtml

Como é a recuperação da cirurgia bariátrica

Dr. Arthur Frazão

Entenda como é feita e quem deve fazer a Cirurgia Bariátrica

Dr. Arthur Frazão

O Grande Desafio

Desde que decidi fazer a cirurgia, minha cabeça virou um turbilhão.

A ansiedade me consome, queria que já estivesse tudo marcado, que a cirurgia fosse semana que vem. Queria já ter perdido pelo menos metade dos quilos que devo perder. Queria que fosse mágica... Mas sei que não é. 

Sei bem a longa trilha que se abre à minha frente. E que ela vai percorrer florestas densas e despenhadeiros profundos. Não é de agora que penso na cirurgia, portanto isso já foi muito trabalhado em terapia. E por isso mesmo, a surpresa de ter ficado tão mexida com a decisão. Ela despertou velhos fantasmas e trouxe à tona uma enormidade de inseguranças e medos que eu julgava já completamente vencidos. Tenho me sentido vulnerável e fragilizada como há muito não me sentia. E me dei conta de que, na verdade, adiei a decisão esperando ficar mais forte.

Porque não é a cirurgia em si que me assusta. Me assusta o desconhecido. E a solidão do caminho. Me assusta ter que lidar com todas as coisas que me trouxeram a um estado de super obesidade. Me assusta a perspectiva de mudança, de me despir dos escudos. E o medo de não conseguir atingir as metas. Me assusta a falta de colo, de ombro, de toque, de voz...

Para mim é surpreendente como nos grupos de gastroplastia se fala pouco sobre sentimentos. Todo mundo compartilha dúvidas e metas. Todo mundo diz o quanto está feliz com os resultados. Mas não vi ninguém falar das inseguranças. Mudar não é fácil. E enfrentar uma mudança tão radical da auto-imagem é ainda mais complicado.

Tenho me dado conta de como é fundamental o suporte emocional. A questão material é, também, importante. Mas se sentir acolhida, protegida, ter com quem partilhar todo o processo é fundamental. Saber com quem vai contar durante o processo pré e pós-operatório, saber que vai ter alguém ali, torcendo, ajudando, cuidando, curtindo cada progresso é talvez o primeiro passo para o sucesso do empreendimento. 

Sou abençoada com amigos generosos e amorosos. 
Mas sou consciente que cada um tem seu próprio ritmo de vida e não estou acostumada a incomodar os outros com meus problemas. Minha filha tem um ritmo de vida corrido, um salário apertado e pouca disponibilidade de tempo. Meu filho é um grande companheiro, mas trabalha com arte (=salário pequeno e incerto), além de não ser exatamente um "chef de cuisine"...
E eu fico pensando em uma série de dificuldades e como resolvê-las.
  • como fazem as pessoas que, como eu, não cozinham nem têm quem prepare sua dieta?
  • como se preparam as pessoas que, como eu, não têm um salário e foram pegas de roldão pela crise do país?
  • como fazem aqueles que não contam com ninguém para acompanhá-los no hospital ou nos primeiros dias?
  • qual o nível de dependência de ajuda - e por quanto tempo - a pessoa vai ter?
  • com que rapidez é necessário repor o guarda-roupa - coisa difícil quando não se tem dinheiro disponível?
  • qual o custo da dieta e dos medicamentos? algum medicamento consta da farmácia popular?
  • que alterações de humor podem ser desencadeadas?
  • quanto tempo de repouso será necessário - sobretudo quando se depende exclusivamente do que se puder produzir e não se tem reserva financeira?
  • que despesas serão necessárias para o pré e pós-operatório?
Tentar controlar a ansiedade e a insegurança é um exercício diário. Tentar descobrir formas de minimizar as dificuldades financeiras é outro. E manter a sanidade e a confiança em meio a tudo isso é o grande desafio. Escrever é uma forma de aliviar esse estresse. Organizar as coisas e liberar espaço para o futuro é outra: semana passada fiz uma faxina no armário e descobri uma série de coisas que me serão úteis (espero) num futuro próximo. Roupas que, no momento, não me cabem, mas que ficarão ótimas quando eu eliminar uns bons 10 ou 20 kg... peças que nem cheguei a usar, mimos para os dias no hospital... Isso vai tornando tudo mais real e mais próximo. O que é fundamental, sobretudo quando não se tem com quem dividir.

E, a cada dia, espero me livrar de um medo ou um fantasma.
A cada dia espero me fortalecer mais e mais para que essa luta seja vencida.
A cada dia sou grata por aqueles que, mesmo silenciosamente, torcem por mim.

Ainda me sinto no limbo, na estreita faixa entre a decisão e o início do processo. Semana que vem vou à nutricionista e volto ao cirurgião com todos os exames feitos.

E, então, poderei dizer que foi dada a largada.

01 / 03 / 2017



quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

10 Coisas Que Você Precisa Saber...

Acredito que todo mundo que pensa - ou precisa - fazer uma gastroplastia (cirurgia bariátrica) tem muitas dúvidas. Isso, somado à insegurança natural que toda cirurgia traz, pode sobrecarregar desnecessariamente quem já vai ter que lidar com uma drástica mudança de hábitos.

Achei interessantes os tópicos abordados no site www.endocrino.org.br sobre aspectos importantes para quem vai se submeter ao tratamento. Clique aqui para maiores detalhes.

10 Coisas que Você Precisa Saber sobre Cirurgia Bariátrica

O número de indivíduos com obesidade aumenta no mundo a cada dia e a cirurgia bariátrica vem se tornando um importante aliado no tratamento de pacientes com obesidade grau 3.
Conheça as 10 coisas que você precisa saber sobre este procedimento.
1 - Gastroplastia, também chamada de cirurgia bariátrica, cirurgia da obesidade ou ainda de cirurgia de redução do estomago é - como o próprio nome diz - uma plástica no estômago (gastro = estômago e plastia = plástica). Ela tem como objetivo reduzir o peso de pessoas com o IMC muito elevado.

2 - Esse tipo de cirurgia está indicada, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), para pacientes com IMC acima de 35 Kg/m² que tenham complicações como apneia do sono, hipertensão arterial, diabetes, aumento de gorduras no sangue e problemas articulares, ou para pacientes com IMC maior que 40 Kg/m² que não tenham obtido sucesso na perda de peso após dois anos de tratamento clínico (incluindo o uso de medicamentos).

3 - Existem três tipos básicos de cirurgias bariátricas: restritivas, mistas e disabsortivas. As cirurgias que apenas diminuem o tamanho do estômago são chamadas do tipo restritivo (Banda Gástrica Ajustável, Gastroplastia Vertical com Bandagem ou Cirurgia de Mason e a Gastroplastia Vertical em “Sleeve”). A perda de peso se faz pela redução da ingestão de alimentos. Existem também as cirurgias mistas, nas quais há a redução do tamanho do estomago e um desvio do trânsito intestinal. Há, além da redução da ingestão, a diminuição da absorção dos alimentos. As cirurgias mistas podem ser predominantemente restritivas (derivação Gástrica com e sem anel) e predominantemente disabsortivas (derivações bileopancreáticas).

4 - Antes da cirurgia todo paciente precisa ser avaliado individualmente, devendo ser submetido a uma avaliação clínico-laboratorial que inclui - além da aferição da pressão arterial - dosagens da glicemia, lipídeos e outras dosagens sanguíneas, avaliação das funções hepática, cardíaca e pulmonar. A endoscopia digestiva e a ecografia abdominal são importantes procedimentos pré-operatórios. A avaliação psicológica também faz parte dos procedimentos pré-operatórios obrigatórios. Pacientes com doença psiquiátrica grave devem ser tratados antes da cirurgia.

5 - Na maioria dos pacientes, a cirurgia bariátrica - além de levar a uma perda de peso grande - traz benefícios no tratamento de todas as outras doenças relacionadas à obesidade. É possível uma melhora importante ou mesmo remissão do seu diabetes, do controle da pressão arterial, dos lipídeos sanguíneos, dos níveis de ácido úrico e alívio das dores articulares.

6 - Do ponto de vista nutricional, os pacientes submetidos à cirurgia bariátrica deverão ser acompanhados pelo resto da vida, com o objetivo de receberem orientações específicas para elaboração de uma dieta qualitativamente adequada. Quanto mais disabsortiva for a cirurgia, maior a chance de complicações nutricionais, como anemias por deficiência de ferro, de vitamina B12 e/ou ácido fólico, deficiência de vitamina D e cálcio e até mesmo desnutrição, nas cirurgias mais radicais. Reposições vitamínicas são feitas após a cirurgia e mantidas por tempo indeterminado. A diarreia pode ser uma complicação nas cirurgias mistas, principalmente na derivação bileopancreática.

7 - A adesão ao tratamento deverá ser avaliada, pois alguns pacientes podem recorrer a preparações de alta densidade calórica e de baixa qualidade nutricional - que além de provocarem hipoglicemia e fenômenos vasomotores (sudorese, taquicardia, sensação de mal-estar) - colocam em risco o sucesso da intervenção em longo prazo, reduzindo a chance do indivíduo perder peso.

8 - A cirurgia antiobesidade é um procedimento complexo e apresenta risco de complicações. A intervenção impõe uma mudança fundamental nos hábitos alimentares dos indivíduos. Portanto, é primordial que o paciente conheça muito bem o procedimento cirúrgico e quais os riscos e benefícios da cirurgia. Desta forma, além das orientações técnicas, o acompanhamento médico, nutricional, psicológico e o apoio da família são aconselháveis em todas as fases do processo.

9 - Em pacientes que apresentaram uma perda de peso muito grande, uma cirurgia plástica para retirada do excesso de pele é necessária. A mesma poderá ser feita quando a perda de peso estiver totalmente estabilizada, ou seja, depois de aproximadamente dois anos. 

10 - Mulheres que realizam cirurgia bariátrica devem aguardar pelo menos de 15 a 18 meses para engravidar. A grande perda de peso logo após a cirurgia pode prejudicar o crescimento do feto.
*Consultoria da Dra. Maria Edna de Melo (presidente da Sociedade Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica – ABESO – e do Departamento de Obesidade da SBEM gestão 2017-2018) 

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

A Maratana dos Exames

A quantidade de exames do pré-operatório é monumental!

Já passei pelo cardiologista e fiz os exames básicos: eletrocardiograma e ecocardiograma. Devido ao peso, ele não pediu o teste ergométrico (de esforço). Mas quis uma série de 22 exames laboratoriais. Depois, no pneumologista fiz o teste de capacidade pulmonar. E ele pediu pra fazer a polissonografia (exame do sono ou de apneia).

Mas verdadeira maratona foi hoje: os 37 exames pedidos pelo cirurgião. Graças a Deus, a maioria coincidia com os pedidos pelo cardio. Assim, meu dia foi absolutamente "furado": Fui logo cedo pra fazer os exames em jejum e voltei à tarde para os exames pós prandial (depois de comer). O atentendente resolveu usar não apenas o mesmo braço, mas o mesmo local da manhã... 

Agora, vem a ansiedade de aguardar os resultados: alguns já saem amanhã, mas até a próxima semana todo dia vai ter um resultado novo.

Enquanto isso, preciso marcar a endoscopia e o ultrassom de abdômem total. E a nutricionista, para começar a dieta...

Entre uma coisa e outra... é fundamental uma boa dose de paciência e serenidade. Carinho ajuda. E muito.

13/02²017