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sábado, 4 de fevereiro de 2017

Construindo A Estrada

Melhor dizendo... reconstruindo.

Tenho tentado lidar com todas as inseguranças que afloraram desde que retomei a decisão de fazer a cirurgia. Sinceramente? Achei que essa parte estaria superada. Relendo este blog me dei conta que comecei a considerar a opção pela bariátrica há onze anos! E, de alguma forma, nunca era o momento certo.

E, justamente quando minha vida deu uma guinada, tive que lidar com a perda de minha mãe, de emprego, e meu padrão de vida caiu drasticamente... eu tomo a decisão de forma irrevogável. Por outro lado, faz todo o sentido. A ampulheta está virada, a areia do tempo está escoando. Agora, mais do que nunca, preciso de minha vida de volta, de minha saúde de volta

Espero ainda ter alguns bons anos pela frente. 
E quero desfrutá-los com qualidade física e emocional. Essa é a questão. Tento superar as inseguranças focando no resultado esperado: nos carnavais que ainda terei tempo de brincar, nas praias que poderei desfrutar, nos passeios e caminhadas agradáveis que poderei fazer. Olhar para o espelho e ter prazer na imagem refletida. Esse é o foco. Conhecer as dificuldades, mas enfrentá-las, com base no que poderei ter de bom.

Assim, hoje cumpri o 2º passo: pneumologista.
O resultado não foi tão animador quanto a consulta ao cardiologista. Minha capacidade pulmonar diminuiu desde que fui lá, há seis anos. E ele me pediu o exame de polissonografia, ou o exame do sono. Fiz isso em 2009, mas em 2011 a avaliação foi tão boa que ele não achou necessário.

Fiquei assustada, claro. Mas tenho a sorte de ter médicos humanistas e animadores. Ele me esclareceu que era absolutamente normal, devido ao sobrepeso. Não era uma disfunção pulmonar, apenas o excesso de peso impedia que os pulmões se expandissem completamente. E que, por isso, era realmente necessário fazer a cirurgia. Falei que fico preocupada porque minha obesidade não se deve a nenhum dos dois motivos mais comuns: nem como muito nem tenho problemas hormonais. E ele disse que é uma questão metabólica e o corpo  precisa do "empurrão" da cirurgia para acelerar.

A frase mais importante? "Não se culpe, nem deixe os outros lhe culparem. Não é culpa sua."

Da última vez, ele avaliou que meu risco era o mesmo "que atravessar uma rua" - ou seja, risco 1. Hoje, meu risco ainda é baixo, mas já passou para nível 2.

Me dá medo.
Mas reforça que preciso fazer minha cirurgia o mais rápido possível.

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