Quando me decidi a fazer a cirurgia, apesar de já ter trilhado o início do processo antes, quis me iludir que desta vez seria mais fácil. Cheguei a imaginar que conseguiria fazer todo o percurso em coisa de uns 2 meses. Foi uma ótima maneira de driblar a insegurança.
Então, fui ver o cirurgião no início da semana. E aí, veio o choque de realidade. Sim, tenho que perder aqueles 20 Kg que me foram pedidos 6 anos atrás... Entrei em pânico! Já me imaginei obesa pro resto da minha (curta) vida, pois não poderia conseguir essa proeza! Tive que me controlar para não desabar em lágrimas. Falei que havia tentado isso antes e não tinha conseguido! Foi uma sensação de déjà vu ampliado.
A diferença veio nas explicações de porque isso é necessário. O médico me esclareceu que se eu fosse operada com o peso que estou poderia ter sequelas devido à mudança drástica na absorção dos nutrientes. E ainda, que a perda de peso seria feito com dieta e medicamentos, e que eu conseguiria, igual a todo mundo. Deu exemplos de pacientes com um peso muito superior ao meu e que perderam 30 Kg para serem operados - e mais 80 depois da cirurgia. Falei para ele que uma dificuldade que tenho é que, ao contrário do que se imagina, eu não como muito. E pela primeira vez ouvi um médico confirmar o que minha experiência me mostra há anos: a principal causa da super obesidade não é a quantidade de comida. A questão é metabólica e emocional, mesmo. Sim, é óbvio que existe a questão da alimentação saudável (ou não). Enfim...
Apesar da injeção de ânimo e da segurança que ele me transmitiu, confesso que saí de lá arrasada! Me senti perdida! Aos poucos, e conversando com amigos que passaram ou acompanharam o processo, recebi novas injeções de ânimo. Todos me afirmando que seria menos complicado do que me parecia. Também liguei para minha ex-terapeuta marcando para voltarmos a trabalhar. Sobretudo a energização e alinhamento dos chakras.
Saber que não estou sozinha, que tenho o apoio terapêutico e de amigos fez uma enorme diferença. Comecei a ver as coisas com uma perspectiva mais amena.
E tirei o dia hoje para fazer os exames de sangue - ao todo, 37 + 22 pedidos pelo cardiologista. Ainda bem que muitos coincidem, ou eu ia ter quase todo o sangue drenado para os tubos de exame... Ainda mais que teria que ir duas vezes ao laboratório, já que alguns exames são pós prandial.
Mas, nada é tão simples assim...
Chegando ao laboratório, falta um carimbo na requisição. Tenho que voltar ao consultório para pegar esse carimbo, fazer o jejum de novo e adiar o exame para segunda feira.
Claro que isso foi chato e frustrante. Mas, ao mesmo tempo, serviu para baixar a fervura. Tudo a seu tempo.
O caminho é longo e cheio de pedras. Uma das coisas que vou precisar aprender é a desviar delas durante a jornada.
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